Sábado, Outubro 11, 2008

Ontem poupei 22 Kg de CO2

Ao vir de Alfa de Lisboa em vez de vir de carro poupei 22 Kg de CO2 :) Como é que eu sei?

Um novo serviço no site da CP que nos permite calcular os gastos em CO2: o ecoViagemCP. Muito interessante, até porque nos permite comparar com o carro.

A verdade é que viajando de comboio podemos aproveitar o tempo para ler, dormir ou mesmo trabalhar... com benefícios para o ambiente. O alfa tem um óptimo serviço e é bastante rápido. E fica bem mais barato que ir de carro.

Domingo, Setembro 28, 2008

Stop Global Warming


Palavras para quê? Um excelente anúncio da Quercus, que embora de uma maneira dramática, consegue transmitir a mensagem.

Quinta-feira, Agosto 07, 2008

Trabalhos por encomenda

Nos dias de hoje a formação é sem dúvida um investimento para o futuro. Ainda por mais num país onde as pessoas adoram a utilização de títulos (doutor, engenheiro, professor doutor, etc.) e onde o curso superior faz muita diferença nas oportunidades de emprego e na remuneração.

No entanto muitas vezes as pessoas ignoram essa formação exige um determinado esforço. Trabalhos e dissertações exigem normalmente muito tempo, sendo a melhor forma de praticar e melhorar as nossas capacidades, sejam elas intelectuais ou sociais. Claro que o ser humano arranja sempre uma forma de dar uma volta ao sistema: existem empresas organizadas para realizar trabalhos, desde organizações semi-ilegais a funcionar em apartamentos até ao profissionalismo da UKessays.com. As pessoas pagam e têm o seu trabalho feito, com um selo de garantia de qualidade e originalidade.

Claro que sou manifestamente contra este tipo de actividade. Embora compreenda que o mercado criou oportunidades para tal, penso que as pessoas devem pensar duas vezes quando estão a assinar algo que não foi feito por eles. Primeiro estão a comprometer-se com conhecimento que não produziram. Segundo estão a enganar-se a eles próprios, pois as capacidades não adquiridas agora acabarão por se reflectir mais tarde. Por fim, é uma questão de valores, e qualquer pessoa que distingue o certo do errado deve ser capaz de dizer não a este tipo de serviços.

Domingo, Julho 20, 2008

Inovação em recursos humanos

Uma questão que me interrogo é porque muitas vezes a inovação se centra apenas no negócio principal da empresa e não chega às divisões funcionais das empresas. O caso dos recursos humanos é um exemplo. Nos dias de hoje há uma preocupação em garantir os melhores recursos humanos ao menor custo. Claro que nem sempre isto é possível, e muitas empresas assistam à fuga de talento graças à sua política de recursos humanos, esquecendo que na maioria das vezes os as pessoas são a sua vantagem competitiva e a principal fonte de valor e inovação.

Segunda a minha visão, a gestão de recursos humanos hoje em dia foca-se demasiado na contratação, na formação e no processamento de contratos de trabalho. Embora estas sejam as suas actividades mais importantes, parece-me restritivo ficarem-se por estas tarefas. A realização de outras actividades pode trazer valor acrescido e não implica necessariamente custos acrescidos. Por exemplo, a organização de actividades de lazer como jogos de futebol ou jantares criam laços de amizade e melhoram o ambiente de trabalho. Além disso, as pessoas estabelecem pontes entre equipas de trabalho, potenciando a troca de ideias e opiniões sobre a própria empresa. Note-se que a organização destas actividades já acontece de forma informal, mas não haveria mal nenhum se os recursos humanos as potenciassem. E normalmente não trazem custos adicionais, uma vez que acontecessem fora do horário de trabalho e são usualmente pagas pelos trabalhadores. De realçar que muitas vezes são estes laços que definem a lealdade e dedicação de um colaborador no futuro.

Outro exemplo, é a minimização de custos para os colaboradores. Nos dias de hoje o transporte para o trabalho significa uma fatia importante dos custos pessoais. A utilização do carro pessoal é bastante comum em Portugal e combustíveis não param de aumentar. Promovendo a partilha de carros entre os funcionários (carpool) ou estabelecendo parcerias com operadores de transporte, promovendo a criação de ligações especiais (caso exista procura adequada) ou descontos para os trabalhadores.

As ideias aqui apresentadas são apenas um começo. Longe de mim tornar-me um mentor em inovação em recursos humanos. Mas, sem dúvida, é necessário fazer algo mais neste campo...

Domingo, Julho 06, 2008

Rendimento Social de Inserção: 18 euros por contribuinte

No Jornal de Notícias de quarta-feira, se não estou em erro, uma notícia dá conta que 330 mil pessoas são beneficiários do rendimento social de inserção...

Bem logo ali no meu pequeno almoço começei a fazer algumas contas de cabeça:

Assumindo um subsídio mensal médio de 300€ e 300 mil beneficiários, para facilitar as contas:

300 000 * 300 = 90 milhões de euros/mês

Assumindo que existem 5 milhões de contribuintes no país (penso que li isso num relatório da OCDE, mas agora não estou a encontrar o documento :|), e que a estrutura instalada para distribuir os subsídios não consome recursos (o que não é claramente verdade) pode-se dizer que o contribuinte português paga em média 18€ de impostos por mês para manter outras pessoas.

90 milhões / 5 milhões = 18€/mês

É importante realçar que o acto de solidariedade não é do Estado, mas sim dos contribuintes que lhe dão estrutura financeira para realizar este tipo de operações. Ou seja, uma fatia dos impostos (ISP, IVA, IRS, IRC, IMI, etc.) promove a preguiça numa parte da população portuguesa.

Para mim é tudo uma questão de incentivo. Porque há-de uma pessoa trabalhar 40 horas semanais (normalmente até mais) para conseguir um ordenado de 400 e poucos euros? Afinal o rendimento mínimo dá-lhe pouco menos com muito menos esforço. Fazendo uns serviços extra à hora não declarados (limpeza, serviços de carpintaria, etc.), pode facilmente atingir ultrapassar o ordenado mínimo. Ou seja esta situação também promove a fuga aos impostos. Acima de tudo, promove a injustiça social.

Com excepção da velhice ou de doenças crónicas, o rendimento social de inserção deveria estar limitado. Por exemplo, uma pessoa não deveria beneficiar do rendimento mais de um ano seguido, ou mais de três anos cumulativos num espaço de 10 anos. Além disso, familiares idosos ou crianças não devem ser usados como critérios para atribuir o rendimento, e a sua transferência para instituições ou familias acolhimento deve ser ponderada. Afinal, um rendimento garantido de 300 euros durante anos seguidos não garante a uma família hipóteses para educar adequadamente as crianças ou tratar convenientemente idosos.

A mim parece-me que está na hora de rever este assunto...

Errata: o CIA - The World Factbook estima que existem 5,62 milhões de trabalhadores em Portugal [Link]

-3Kg

Voltei ao meu peso inicial... Talvez o relatório final tenha dado uma ajuda :p

Sábado, Maio 31, 2008

Baixa dos impostos sobre combustíveis

Sempre que este assunto vem à baila, lembro-me da baixa do IVA nos serviços dos ginásios, no início deste ano, para promover o desporto. Mal a lei foi anunciada, já eu dizia que ela não ia surtir grande efeito, pois nunca acreditei que os ginásios descessem realmente os preços: eles iriam absorver a diferença do IVA, incorporando-a nas suas receitas. "O mais giro", pelo que soube, foi que alguns ginásios anunciaram "promoções" no início do ano em como não subiriam os preços este ano! Pelos vistos os consumidores reclamaram e os suspeitos do costume (DECO, ASAE e afins) envolveram-se. Sinceramente não sei como ficou a situação, uma vez que não sou grande fã deste tipo de serviços.

Mas voltando ao assunto, parece-me totalmente descabido baixar os impostos sobre os combustíveis. Primeira razão: os envolvidos na produção e distribuição dos produtos petrolíferos iriam provavelmente manter os preços e veram as suas margens engordar (tal como no caso dos ginásios). Segunda e principal razão: a nossa depêndencia energética não ficaria resolvida, era apenas falsear e adiar o problema, com influências na lógica mercado. O melhor que se pode fazer é diminuir o consumo, de acordo com as nossas possibilidades, nomeadamente racionalizando a utilização do transporte privado: andar a pé, andar de transportes públicos, evitar utilizar o carro em horas de congestionamento (correndo o risco de ficar preso em longas filas de trânsito), estacionar o carro nos arredores das cidades (evitando o serpentear à procura de um lugar de estacionamento), conduzir a baixas rotações e menores velocidades, evitar viagens desnecessárias (ir à cidade ao supermercado todos os dias, em vez de uma vez por semana), comprar uma casa perto do local de trabalho ou com um transporte público directo, entre outros. Isto é, devemos, na medida do possível, adaptar o nosso modo de viver a uma utilização mais eficiente dos transportes. Isto sim pode provocar uma poupança real, e não um curto boicote de três dias às gasolineiras: afinal ao final desses três dias teremos ter de abastecer os nossos depósitos e continuar a pagar muito pela nossa mobilidade.

A nossa carteira agradece, o ambiente também, e quem sabe um dia a baixa procura permitirá baixar os preços.

Quarta-feira, Maio 21, 2008

3 Kg

Foi quanto engordei desde que comecei o projecto na Qimonda...

Mesmo assim, posso dar-me por contente, pois ainda estou abaixo da média: IT Workers Are Getting Fatter